29 de agosto de 2011

Observatriz 2

Eu fico francamente indginada, mas esse nem é o assunto agora. Viagem é meu assunto agora, e não, não vou viajar na maionese, quero falar sobre meu ideial de viajem perfeita: "eu, minhas malas (por que uma simples mochila, comigo não combina), meu cabelo preso, meus óculos escuros, meu travesseiro, dentro de um ônibus, olhando paisagem." Sim, toda viagem que eu vou fazer na vida, eu vou me reportar a viagem que eu fiz a Friburgo quando eu tinha 3 anos de idade, não me lembro de muita coisa, mas lembro vagamente, da janela do ônibus, a luz do dia estava perfeita, a grama do pasto estava verdinha e tinham vaquinhas malhadas que eu chamava de "bonitinhas", e tudo era expetacular! Hoje eu penso, que deveria voltar á simplicidade do meu olhar de criança, não que as coisas fossem simples, não que elas se tornem simples, á só uma questão de não complicar. A gente complica tanta coisa, dá volta em tanta coisa e tudo isso para quê? Você já reparou que, toda vez que nos ocorre um problema, nós penduramos a plaquinha "não perturbe!" na nossa porta? Quando na verdade, seria fácil dizer a verdade, então pra começar uma vida simples, eu começo dizendo a verdade, por que esse papo de que a verdade dói.. nem rola, se a verdade dói, a mentira mata, então, pra viver vote na verdade. Nós vivemos no único mundo onde as pessoas preferem aquela mentirinha de plantão do que aquela verdade soberana. Sim, as verdades são soberanas, sentam- se em tronos e usam coroas, umas tem olhos claros e cabelos cacheados, outras tem olhos castanhos e cabelos pretos, algumas não tem, nem pernas, nem cabeças, mas são tão verdades que até ofuscam. Meu conselho? Seja gentil com a verdade, por que um dia, ela se revelará pra você. Quanto a minha viagem, estou arrumando as malas outra vez, se você olhar pra mim, não se prenda no que você vê, por que assim como a verdade, um dia eu estou aqui e no outro não. Então.. já fui!

BJus BJus
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