10 de agosto de 2013

Bon Voyage!

É fato que esta que vos escreve já passou por algumas boas situações periclitantes e engraçadas, mas igual a ontem foi impagável. E bom, pra comemorar o fato de que vivo inventando histórias pra escrever aqui, hoje vou contar uma história vivida! Todos tem suas histórias de amor. As bem contadas que merecem o belo desfecho do vestido branco e valsa com o pai no meio do salão e, as mala'cabadas que são chorosas, sofridas e por que não, engraçadas!? Ontem, depois de uma semana corrida e um dia de sol, eu estava indo pra casa, pensando justamente nas histórias de amor famosas, Tristão e Isolda, Romeu e Julieta e entre outras a minha e a sua. Por que antes de ter o final feliz, todos passamos por algum desfecho horroroso. Eu fico pensando, e na verdade vale a pesquisa, será mesmo que toda boa história de amor tem que ser regada com lágrimas? O fato é que na ficção pra ser amor eterno, não pode permanecer junto. E o amor é aquela coisa sofredora, amores não correspondidos, amores que acabam, amores que amam mas que simplesmente não dão certo. E isso é mesmo amor? Vale á pena refletir. O que é na verdade o amor? Bom, buscá- lo talvez seja nossa meta, e, fatalmente muitos de nós encontraremos o bendito amor no dia- a- dia, e me dá até um arrepio na espinha de pensar que minha cidade é tão pequena que já posso ter cruzado com ele na curva sem perceber. E bem, pode ser que ele tenha olhos castanhos e seja um sujeito um tanto maroto, ou no seu caso, rapaz, pode ser aquela garota complicada e estabanada sorridente.E bem pode ser que sejam perfeitos um para o outro ou não. Não vamos falar da dinâmica de todos os dias, por que essa é a história de outro dia. Minha melhor amiga encontrou o cara perfeito, ela diz que ele foi escolhido a dedo por Deus (sortuda), que o encontro entre ela e ele, é uma "benção", de fato, foi como definí os dois, "plenamente abençoados". O rapaz de ontem no ônibus, parece que não teve a mesma sorte, em certo momento da viagem ele se reportou a mim da seguinte maneira "desesperada": "Me ajuda, posso te pedir um favor? Você faz?". Ele estava sentado do meu lado, parecia que um caminhão tinha atropelado o pobre, camisa amassada, cara suja de barba e olhos fundos. Vi que não tinha saída, arrisquei e disse: "Ok". Então ele me relatou o seguinte: "Eu vouligar pra um lugar você pede pra falar com a Gabriely, por favor, por favor??? Eu não aguento mais viver sem ela, eu amo essa mulher, eu não sei se você me entende, é uma coisa um pouco maluca". Eu me compadeci, sério mesmo, não precisei de mais nada pra me convencer. O que eu disse? "Liga logo." E a coitada da Gabriely atendeu, mas disse que era engano, não colocamos o número no privado, tentei argumentar dizendo que o rapaz estava desolado mas ela foi taxativa. Não sei o que os separou, achei que seria indelicado perguntar demais, e bom, não alongamos muito na conversa, mas me virei par ele e perguntei: "é caso de amor mal resolvido né? Tá na cara!" e ele disse: "se você quiser chamar assim. Eu chamo de loucura!" E me coloquei a pensar em que loucuras fazemos por amar. No caso do moço, fez com que ele tivesse aquele olhar devastado característico de quem amou muito, chorou bastante e está quase morrendo, pedindo a uma moça desconhecida para dar por ele o tiro de misericórdia. E quem ama, na maioria dos casos é assim, mata ou morre. E de todas as verdades que sejam sublimes e belas, essa talvez seja uma das sentenças mais palpáveis quando amamos. Incrível como o enredo sempre cai no colo dos escritores. Tive uma história de amor pra valer, mas tive que matar pra continuar viva, a lógica dos fatos é a seguinte, matar significa, trocando em miúdos, terminar o relacionamento a fim de manter viva a parte interessante do coração que ama, talvez por que o outro não esteja interessado em amar como amamos, ou por que estamos vendo no horizonte o que complicadamente não vai dar certo, não é egoísmo, é sobrevivência. Morrer é a contra- partida. Se juntos, os dois morrem na construção de um só. E com este desfecho eu encerro a postagem, desejando que nossas histórias de hoje em diante, não sejam nem trágicas e nem melancólicas, mas se por acaso forem, que ao menos tenhamos no peito a certeza de que de todos os jeitos, nós nos empenhamos! E para o caso do homem da minha vida estar lendo este post, a única coisa que desejo para nós dois são dias engraçados e cheios daquelas coisas que toda história feliz tem... dois que somados viram um. E na frase que eu disse pra você hoje de noite enquanto te abraçava no meu sonho: "Você voltou pra acabar com meu sofrimento?" Espero que como no meu sonho você responda: "Voltei sim." É isso aí navegantes, Bon Voyage.
P.S.: Poxa Gabriely, atende o rapaz vai!?
Bjus Bjus
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