11 de agosto de 2013

Estrada

Eu estou longe do holofote, dos carros- forte, do brilho dos vestidos e do baton. Estou longe das promessas não "compridas", das palavras, dos desenhos, da vida. Não fico perto de gente metida, de saia "cumprida", cheias de compromisso na vida... [ah, To aprendendo a viver sem você]. Estou cansada de rimar, senta aqui, nós precisamos conversar... É mesmo certo tudo isso? Você toma tantas decisões que até confunde as certas com as erradas... A culpa foi de ninguém, mas tudo bem, amor não se pede, se doa. E não, não é certo se não é assim. Dois longos séculos vão se passar e essa saudade não. Você ouve o piano? A música ainda está tocando no frio, no vazio, no silêncio. Ainda estou dançando sozinha e as lágrimas estão misturadas com a chuva. [ah, tô aprendendo e não quero aprender]. Todo dia eu desejo um remédio, uma cura pro tédio das lembraças do que eu não vivi, e desejo ser da tua família, sair na tua fotografia, fazer parte dos teus planos, escolher os azulejos, as torneiras, as espreguiçadeiras, [Sei que o dia raiou para mim, mas pra você tanto fez]... Mais dois longos anos vão passar e eu sempre vou saber diferenciar o que é gostar de amar. [Ah, tô aprendendo e não quero aprender. Ah, tô aprendendo e não quero aprender..] Mais dois anos vão se passar, menos dois anos perto de você, mais dois anos pra te reencontrar, menos dois anos pra viver, mais dois anos pra te perder, menos dois anos sem ter você. No final é tudo igual, a quinta parece com a sexta e tudo acaba sendo normal. Com o passar dos anos até parece bem natural. Estou longe, dois anos longe de você, dois anos mais perto de estar mais dois anos sem te falar, que a diferença entre amar e gostar, está descrita no brilho do meu olhar. [Tô voltando pro meu recanto; Lá é bem melhor. Não, não sei quem vai estar me esperando... Eu nunca vou estar só]. E na estrada, minhas memórias se confundem quando eu entro no seu mundo. Não sei (mais?) quem é você, mas de repente te conheço muito bem. Diz que me ama pra sempre, seca minhas lágrimas vamos casar e ter filhos. [Não tenha medo, desse amor... Você me faz, você me faz tão bem...]. E de repente vejo estou na canção errada, esse é outro roteiro, fiquei apenas confusa na beira da estrada. O roteiro que a gente escreveu não tem ponto final, não tem final feliz, não tem ponto de vista e nós não somos artistas. Mas agora estou longe, longe da luz do poste, dos carros, do barulho, das lojas, dos grandes cafés, da cidade bonita e toda enfeita pro Natal, estou longe do seu cartão- postal... [Ah,tô aprendendo a viver sem você
Ah, tô aprendendo e não quero aprender]

Detonautas Roque Clube- Tô Aprendendo a Viver sem Você
Juliane Schimel de Magalhães
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