22 de dezembro de 2014

A vida que te carregue!

Eu ia dizer pra não levar as crianças se você for fazer compras. Elas são pequenininhas e não entendem o movimento que é diferente do movimento da loja de brinquedos. E o calor, é massacrante, elas choram, ficam enjoadinhas, é bom evitar. Agora, por que eu estou escrevendo sobre crianças? Talvez eu queira uma ou duas pra mim. Não tem uma hora que a vida faz um chamado e parece que você está na contramão? Pois bem. A contramão é um verdadeiro saco. A vida grita uma coisa com você e você grita outras com ela. E o que acontece? Frequentemente a vida ganha e levamos aquela pequena e significante rasteira, e não, eu não estou grávida, calma! Ainda falta um pai... o que eu considero o mais difícil de organizar. Como funciona? Você tem que estar no momento certo, a pessoa tem que estar no momento certo, os dois precisam querer estar juntos sem se matarem e enfim, isso cansa, não? Na teoria é uma porcaria, mas é assim que acontece. E, enquanto eu escrevo, tem uma mulher do meu lado (bom material), ela está gritando ao celular, sobre a raiz do cabelo dela. E, ela está esperando pelo marido. E eu acabei de pensar que, além de não levar as crianças pras compras, eu não vou falar da raiz do meu cabelo enquanto espero o homem. Jesus! Quem precisa saber que a raiz do meu cabelo me condena? Embora, eu de fato não tenha mesmo que me queixar da raiz do meu cabelo, por que meu cabelo é liso. Deixa eu retomar o foco. Eu estava falando sobre a vida nos dar uma rasteira. É possível estar tão totalmente imersa na minha própria vida e a vida me apresentar outra história, assim, de repente? As pessoas têm que estar prontas, meu Deus do céu! Eu não to pronta, ou estou? Como sabemos disso? Eu sempre tive curiosidade pra saber o que unia as pessoas dessa forma... e eu sempre achei que o final da sentença era o amor. Ou seja, é o amor que vai fazer minha mãe se deslocar da casa dela pra ir ao médico comigo, só por que eu tenho medo. Assim como é o amor que faz a outra mãe deixar seu menino na escola todos os dias, e é o amor que faz a noiva dizer sim para o noivo. Mas será? Será que o amor vai ser suficiente pra que eu deixe meus filhos em casa ao invés de leválos às compras? Será mesmo que o amor vai ser suficiente pra que eu reconheça nos olhos do homem da minha vida que eu realmente devo me casar com ele? E será mesmo, que eu vou saber quem é ele? E se ele for o homem da minha vida em outro momento? Quer mesmo saber? Tudo que eu sei é que eu não quero fazer parte de um casal chato, com crianças chatas, fazendo compras de natal, me arrastando pela cidade em pleno "quente" verão, de alguma forma eu sei que não vou conseguir finalizar esse texto, o que é raro, então, Bjus Bjus.
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