17 de dezembro de 2014

Acabou o Tesão

Não é de acabar com o tesão? Não me levem a mal, eu gosto de me arrumar, já sou bonita, não tem essa coisa de "vou me arrumar pra ficar bonita", isso não existe, pelo menos pra mim, e se eu passo um rímel ou um batom, não é pra agradar um homem ou uma mulher, é pra me agradar, é pela simples sensação de poder fazer isso, de poder de compra também, em resumo, não fui educada pra agradar e seduzir um homem, se fosse esse o ponto da questão. Fui bem educada, pra conviver dentro da sociedade e as duas coisas são diferentes. Enfim, A gente sabe que certos cargos exigem que algumas pessoas se comportem de algumas maneiras. Além das posturas corporativas, o asseio, fundamental, sem os exageros clichês, logicamente. Maquiagem equilibrada, não exagerar no perfume, etc. Na vida aqui fora, num passeio livre, numa festa de gala, cada um por si. Mas será? Nós ouvimos tanta coisa a nosso respeito. E as pessoas querem uma satisfação entre aquilo que pensam de nós e aquilo que realmente somos. Em primeiro lugar, você não pode esperar que alguém corresponda aquilo que você pensa dela, por que as pessoas mudam demais, ou são intensas demais e nunca vamos saber quem elas são de fato, por que as vezes, uma vida inteira não é suficiente pra saber tudo e por que a vida é curta. Sim, me dei conta que a vida é curta demais pra não ter uma futilidade injustificável. E me dei conta que a droga da vida é curta demais pra ser gasta só, e apenas, e somente, com futilidades injustificáveis. Como por exemplo, me importar com uma foto que as pessoas podem não achar tão boa, enquanto eu a adoro. Ou me preocupar com uma soma em dinheiro que não fui eu quem gastou, que não saiu da minha renda, cujo destino eu se quer maquinei, só por que alguém se sente lesado e quer pôr a culpa em alguém. A vida é muito curta pra que eu a gaste, por exemplo, com um cara que vai achar que saí de um belo conto de fadas. Acorda pra Jesus meu filho! E eu percebi que a vida é longa. Por que essa contradição? Fato. A vida é longa e se eu ficar me importando com esse tipo de coisa insignificante, por que, bom, aí sou eu que vou acordar pra Jesus mais cedo. Sabe, no lugar de você se preocupar comigo, com minha foto e com minha renda, por que você não "vai pra pulta que te pariu?" (pai, falei palavrão, mas foi necessário). Se você tem uma rotina de vida que te satisfaz, que te deixa feliz, que te preenche, eu penso que você pode ouvir a opinião de alguém, optar por se ofender, por se agradar, ou optar por expor a sua própria opinião e fazer valer. O que aborrece é que as pessoas gastam metade da vida fazendo e sendo coisas, realmente inúteis. Existem pessoas das quais não se aproveita nem o borrado do batom, nem o cecê do sovaco. E existem pessoas que marcam presença, tem sorrisos lindos, corpos esculturais e são grandes almas. Aparência não quer dizer nada. Uma mulher linda e perfeita, ou um homem lindo e perfeito, são isso por uma razão ou não. É uma tecla bem batida não é? E tem pessoas profundas que preferem lidar com pessoas rasas, pelo simples fato de que o batom e a bunda são mais interessantes pra elas, ou no caso de uma mulher, os músculos e o tamanho do... cartão de crédito . E daí? E se eu disser que quero me casar com um homem absolutamente lindo a ponto de não estar nem aí se ele tiver um cérebro oco? Pra quê um homem inteligente se ele só souber usar a arrogância? Não que este seja o meu caso, mas e daí? O ponto é: Não é de perder o tesão ter alguém questionando tudo que você faz, como se a sua vida devesse ser pública e/ou privada? Ou como se fosse sua obrigação salvar o mundo com seu sorriso angelical. Cansei. Perdi o tesão. A vida tem que ser mais do que alguém admirando minha belíssima bunda tamanho G e meu quadril M. Eu sempre achei que o mundo tinha mais pra me oferecer, não importando se estou de chinelos Havaianas, de Converse, ou de Scarpam. Eu sempre achei que as pessoas ficavam numa escala diferente da escala das minhas negociações financeiras. Sempre achei que se tivesse algo na vida, seria conquistado e não imposto, por que riqueza imposta ou pobreza imposta, também são um pé no saco, e sonhar com impossibilidades também, ou não sonhar, é um crime, crime, crime! Chama o Doutor! E por fim, é de acabar com meu tesão, as pessoas acharem que você não tem liberdade numa época como essa, ou se acharem no direito de tornarem alguém sua presa intelectual, ou física, ou sentimental. Por mais clássica que eu seja, eu acho inadmissível o pensamento pequeno da "correspondência de expectativas", isso não existe, ninguém é como ninguém, fomos criados pra sermos diversos e eu adoro ser diferente, não pelo fato da diferença, mas pelo fato das diferenças aproximarem as pessoas com seus desafios. E se alguém escolhe trocar a foto e pagar a dívida, isso a torna única e incontestável. Desaforo ou não, é assim que é, e quem optar por ser assim, vai continuar vivendo como o restante da humanidade chata de galochas, com imperfeições, problemas, manias, etcetc e etc, que nós já estamos carecas de saber, e podem voltar pra suas vidas chatas assim como eu vou voltar pra minha. Aí vai vir alguém no inbox do facebook, dizendo que exagerei na minha opinião, que fui generalista (essa palavra existe?), vai me chamar de meu amor e/ou, vai fazer alguma gracinha com a palavra tesão, e sabe o que eu vou dizer? Eu vou dizer: Em primeiro lugar eu sou o amor do papai, não o seu. Sobre o tesão, não. Não vai rolar. Eu e você, não. quanto a minha opinião, ou o fato de você se achar no direito de me contrapor, eu sugiro que você procure algo na vida e se apaixone. Também pode se apaixonar por mim, claro, estamos aí, se você for lindo e maravilhoso, moreno e sensual e se o seu sorriso arrasar meu coração, e você for inteligente como o Dr. McDreamy, conhece? Não? Procure saber. Obrigada, bjas! 
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