19 de dezembro de 2014

Então é Dezembro...

Calor, verão, vestido, cabelo preso e aquela pressa característica de Dezembro. Não sei, mas Dezembro é tudo pra mim, menos corrido. Foi o que eu pensei assim que saí da loja de ferragens onde comprei pregadores de roupa. E tem aquela coisa no ar, não sei, é um ar diferente dos outros meses, Dezembro é sempre suave, por mais corrido que seja, Dezembro sempre parece Setembro pra mim... Mas eu nem ia falar disso. Eu ia falar daquelas coisas que simplesmente acontecem inesperadamente, as vezes falta isso na vida. Falta inesperado e inconsequente, falta surpreendente e maravilhoso. E as vezes parece com o mês de Março, sem feriado. As vezes a vida fica parecendo meia estação, aquilo que a gente nunca sabe se deve levar casaco ou sair só de camiseta. Comigo acontece mais do que 15 vezes na vida. Quando envolve relacionamentos então... Alguns relacionamentos são como estações do ano, uns são frescos como a brisa do verão e quentes... outros são suaves e coloridos como a primavera, outros são secos e gélidos como o outono, e outros são demorados como o inverno. E todos nos preparam pra viver. É o que dizem. Preparar pra viver... mas preparar pra viver o quê, se a vida é o agora? "Lá na frente você vai entender", "é experiência", "alguém vai precisar do que você aprendeu com essa situação", e eu poderia enumerar diversos jargões relativos. Mas espera aí?! Cada caso é um caso e cada pessoa é uma pessoa. Nem tanto, nem tão pouco. A vida é um ciclo. E no meio desse ciclo, as vezes é bom ter Dezembro sem correria, ou Dezembro como um borrão, pra poder entender o quadro geral. E eu sei que vai soar estranhíssimo, mas as vezes é legal pôr a vida num quadro, mesmo que apenas dentro da mente, e é bom parar de frente pra esse quadro e dar uma olhada nos horários, nas escalas, nas demandas, nas coisas, nas pessoas. E é bom, acima de tudo, olhar o próprio reflexo no quadro geral, só pra ver se tudo combina com você. As vezes nós queremos nos vestir com situações que não nos cabem, como o último vestido da coleção de verão, exclusivo, que é 36, sendo que seu manequim é 38. olhando de longe nem dá pra ver a costura justíssima, mas olhando de perto, nota- se o ridículo. E as vezes a vida é como aquele vaso ornamental clássico, no meio da sala de estar rústica. Completude zero, por que as vezes temos o ideal, na hora errada. Nem sempre a nossa música preferida virá acompanhada do parceiro de dança ideal. E as vezes a vida é como o dia do nosso aniversário, cheia de presentes, cheia de sorrisos. E eu queria saber se tem alguma fórmula pra que o inesperado nunca se espere, alguém conhece a fórmula? Estão vendo, nem falei palavrão hoje, sinal de que a maré tá tranquila. Dá até pra tirar aquele cochilo depois do almoço, não dá? Enfim, Dezembro tem cheiro de Natal e está no marasmo. Alguém me salva? Brincadeira, não salva não, deixa rolar assim, pra não estressar. Vamos colocar os vasos Ming no lugar, vamos vestir nossos trajes de gala tamanho 38 e partiu fazer festa em Março, por que é Dezembro, é verão e tá tranquilo! Bjus
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