19 de janeiro de 2015

Uma madrugada produtiva

A noite foi longa, tive a companhia de Sara Jessica Parker, em Armações do amor e Nicholas Sparks com Diário de uma Paixão. Madrugada longa e quente, sim, verão. E a despeito dos filmes eu vi, eu fiquei mesmo pensando nas inúmeras vezes que "ele" partiu meu coração e nas inúmeras coisas boas que tínhamos, pesei tudo numa balança invisível que existe dentro de mim. Conclusão? Chorei e tive vontade de gritar com ele, outra vez. Por que é isso que sempre fazemos, nós sempre brigamos. E ele deve pensar o mesmo, e mesmo sendo um poço de calma (só comigo, que não mereço, por que sou chata e complicada), eu ainda acho que ele poderia querer gritar comigo ao menos uma vez, mas sei que ele nunca fará isso. A gente espera que como nos filmes, ele esteja ao pé da escada com as alianças, ou que venha correndo atrás da gente se ficarmos chateadas, ou que larguem suas vidas pré- programadas pra tentarem algo emocionante do nosso lado, ou que o perdão e as dúvidas não nos coloquem em posições complicadas demais, que não nos exijam certas escolhas difíceis, que não sejamos testados e nunca sejamos usados. Mas não é bem assim. Não é tão fácil quanto parece. Algumas pessoas são blindadas, outras são complicadas. Assim eu atravessei a madrugada sem pregar meus olhos. Quando uma história tem uma pausa de meses a fio, quando tem cortes por causa de brigas, quando o passado a massacra, é possível que duas pessoas reatem o relacionamento como algo completamente novo? Não sei por que, mas o calor me ajuda a pensar. E eu acredito que sim, que se pudermos enxergar o resultado ao invés de só olharmos o processo, e se estivermos dispostos a nos "reapaixonarmos", e se o perdão der velocidade ao nosso destino, enfim, é possível. Tem que ser descomplicado, certo? Afinal nós já sabemos o resultado para todas as coisas erradas que fizemos. É só tentar não repetir tudo, por que afinal, não precisa ser tudo igual, e não precisamos acertar nas coisas que já acertamos, a questão é permitir que tudo se renove, se regenere, recomece. Por hora, foi o que pensei sobre o assunto. Não. Mentira. Pensei em mais coisas. No quanto eu o amo, por exemplo, e no quanto isso facilita aceitar e esquecer, até mesmo "investir". Acho mesmo que os publicitários do "Sazon" estavam cobertos de razão, "só o amor tem este sabor". E de repente descobrimos que mesmo afastados por um tempo, que mesmo parecendo burrice insistir, a vida fica com um sabor diferente quando estamos com a pessoa que realmente amamos. Foi uma noite longa, não dormi, mas a Sara e o Nicholas concordam comigo. Bjus
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