25 de abril de 2015

Desgosto à parte


Eu estava quietinha lendo meu livro, (um romance da Nora Roberts que por razões que não se explicam eu adoro), quando me deu aquela sensação estranha, uma coisa que me fez fazer cara feia como se eu tivesse comido jiló muito azedo,(mas eu adoro jiló à milanesa), como pode a simples mensão do nome de alguém causar tanto desgosto? E como pode um sentimento tão ruim nos inquietar tanto? Sempre que não quero ser incomodada, (e não me olhe torto porque todo mundo tem esse momento), eu pego meus fones de ouvido, coloco numa play list e pego meu livro, mas admito que dessa vez foi impossível, o desgosto me desconcentrou durante a meia hora seguinte. E eu, como uma boa pessoa, tentei afastar do pensamento todas aquelas coisas que se misturaram e ficaram embaçadas por causa do desgosto e organizada e perfeccionista como sou, tive que fazer o que faço sempre que fico inquieta. Respirar e pesquisar sobre o assunto. Abri o Google, companheiro de pesquisas, e fui procurar o que significava a suma palavra; calma, não vou transformar meu texto numa tese para doutorado. Eu só queria entender a raiz, saber de onde vinha e para onde pretendia ir esse sentimento de desgosto. Mas essa não é era reposta que o Google pudesse me dar, essa reposta só pode vir do meu próprio coração,(eu que acreditava até bem pouco tempo que dentro do coração só tinha sangue...), enfim, acontece que no coração "cabe o meu amor, cabem três vidas inteiras, cabe uma penteadeira", e também cabem tantas coisas feias se a gente permite. Cabe até o desgosto que é quando a gente faz cara de quem comeu e não gostou. E como resolve? Não é tão fácil. Eu posso ir até a pessoa e, bom, o que vou dizer pra ela não vai ser bonito como um poema e talvez eu não vá ser tão educada e polida como deveria ser a dama que sou, e talvez eu grite. Esse é o caminho mais fácil. Espalhar mágoa inadvertidamente ( adoro essa palavra!). A segunda opção é fazer uma oração...
"meu amor, essa é a última oração, pra salvar seu coração...", e o meu também. Não tenho dúvidas que perdoar seja a opção mais saudável,
e as vezes precisamos nos perdoar mais do que perdoar o alheio. Talvez o alheio esteja alheio mesmo, talvez nem saiba do desgosto que carregamos, se sabe, talvez nem ligue, se ligasse saberíamos, ou talvez até ligue e nós é que ignoramos. Mas, procurar a paz e o perdão ainda me parecem uma solução mais saudável, não bonita, não elegante, não polida, saudável. Nem tudo que é saudável dá pra engolir fácil, mas ainda sim é melhor do que engolir sapos, ou no meu caso, o desgosto. Meu desgosto ficou só na cabeça, ficou onde eu lembro das coisas que já passaram e me machucaram tanto,(eu divido as coisas em pastas mentais, organizada ou maluca, da certo), não deixei que o desgosto descesse pro coração... "coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na despensa". E o que eu fiz com o desgosto? Bem, eu guardei meu livro, tirei os fones de ouvido e após ouvir meu coração e pesquisar no google, eu apaguei a luz do meu quarto e peguei o celular. No meu celular, bem no aplicativo do blogger, eu escrevi esse texto. (E entendi tudinho, porque pra que eu me resolva eu só preciso entender o assunto, talvez você, assim como eu, tenha alguma coisa tirando seu sossego, é bom parar um pouco e ouvir a si mesmo, (não digo pra usar meus métodos, eu sou pancada, elegante e polida, mas pancada),mas acho que vale uma reflexão, uma ação, talvez um tempo pra saber o que fazer ao invés de jogar tudo no ventilador. Perdoar não é esquecer o que foi feito, muito menos conviver com quem fez se essa for uma escolha, mas traz paz, mesmo que exercido diariamente e exaustivamente. Adeus desgosto! Ponto final).
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