7 de maio de 2015

Crônicas de um sábado sozinho

Eu me levantei muito cedo, antes do barulho dos carros, das pessoas com pressa. Olhei a rua vazia e andei devagar, saboreando uma paisagem difícil de ser vista às duas da tarde. Um milhão de coisas passaram na minha cabeça até que eu pudesse apreciar o primeiro gole do meu café. Uma delas foi a solidão. A solidão é sempre uma em um milhão. É como eu defino. A calçada vazia me deu mesmo a impressão de estar sozinha. Olhei pro céu em tempo de ver a casinha do João de barro em cima do poste. Nada demais eu diria... esse dia não guarda nenhuma surpresa. Mas quem pode dizer que não há beleza num dia normal? Um dia normal, um café normal, um bom dia ou dois. E a beleza está nos olhos de quem vê. O extraordinário mora no olhar simples e desinteressado. Por isso eu sempre brindo às coisas pequenas e simples. Por que essas coisas sempre possuem o poder mas grandes mudanças. Então... um brinde ás manhãs tranquilas e solitárias, ao João de barro que é um bichinho inteligente e a pessoa que fez meu dia especial com um abraço apenas. Por que a solidão até pode ser uma em um milhão mas as pessoas que quebram o ciclo solitário também são únicas.
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